



Adaptação de musical da Broadway, que por sua vez foi
inspirado em clássica obra do escritor Victor Hugo.A história se passa em plena Revolução Francesa do século XIX. Jean Valjean (Hugh Jackman) rouba um pão para alimentar a irmã mais nova e acaba sendo preso por isso. Solto tempos depois, ele tentará recomeçar sua vida e se redimir. Ao mesmo tempo em que tenta fugir da perseguição do inspetor Javert (Russell Crowe). Lançamento
1 de fevereiro de 2013 (2h 38min)
Dirigido por
Tom Hooper
Com
Russell Crowe, Anne Hathaway, Amanda Seyfried mais
Gênero
Drama , Musical
Nacionalidade
Reino Unido
O CINE CLUBE DEUSA BRANCA APRESENTA NESTA SÁBADO A PARTIR DAS 19:30
Os Miseráveis
história
cantada
De Roberto
Cunha
Musicais
costumam ter um público cativo e outro que, pelo contrário, prefere torcer o
nariz (ou fechar os ouvidos) antes mesmo de se dar a oportunidade de
experimentar. Diferente de Moulin Rouge e Nine, que flertaram com uma música
mais atual e por conta disso abriram uma possível conexão com novos adeptos, Os
Miseráveis segue a linha tradicional de ser uma história literalmente cantada,
mas nem por isso merece ser desprezado.
Sua cena de
abertura é um cartão de visita de visual esplendoroso e a canção "Look
Down", cantada por Hugh Jackman e Russell Crowe dá o tom da história.
Nela, Jean Valjean (Jackman) foi condenado a uma grande sentença, cumpriu pena
e conquistou sua liberdade. Decidido a provar que uma vez criminoso, sempre
criminoso, o oficial Javert (Crowe) torna-se seu incansável algoz ao longo dos
tempos, período em que Jean descobrirá definitivamente o poder do amor ao
próximo e da importância de compartilhar o sentimento. Dentro desse contexto,
uma revolução ganha corpo, mas o coração de um jovem líder rebelde se vê
dividido entre a jovem Cosette (Amanda Seyfried) e o amor pela pátria.
Com
referências religiosas no texto e em imagens (Javert faz Jean carregar um
mastro como Jesus carregou a cruz logo no começo), a carga dramática da obra de
Victor Hugo (1802-1885) é reforçada pelos cenários grandiosos, figurinos
caprichados, acompanhados de um gestual (por vezes exagerado) e vocalização nas
alturas. Nesse ponto, as vozes de Crowe e Jackman parecem não estar no tom
ideal, enquanto o solo de Anne Hathaway em "I Dreamed A Dream" é
bonito e emocionante, assim como o de Samantha Barks, cantando "On My
Own".
Roteirizado
por Willliam Nicholson (Elizabeth - A Era de Ouro) e dirigido por Tom Hooper (O
Discurso do Rei), a longa duração (quase três horas) ajudar a aumentar a
percepção de incômodo para os detratores, mas não vai incomodar que tiver
entrado no clima. Destaque para as bonitas cenas de combate e entre as
curiosidades, a inserção do elemento cômico nas figuras de Sacha Baron Cohen e
Helena Bonham Carter mostrou-se um acerto para funcionar como válvula de escape
para os menos ligados no gênero. Na versão brasileira, o excesso de closes do
diretor foram devidamente compensados com a entrada da legenda se deslocando
para os lados e assim não cobrindo os rostos. Legal isso. Então abra seu
coração e desloque-se para o cinema mais perto de você para ver uma história
comum, contada e cantada em rimas.
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